Dólar sobe 0,67% e fecha a R$ 5,488; Ibovespa cai 0,82% com tensão em Wall Street
Pregão desta quinta (5) teve aversão ao risco no exterior, perdas de ações de tecnologia e IA nos EUA e atenção à Selic em 13,75%.
O dólar fechou em alta e a Bolsa brasileira encerrou em queda nesta quinta-feira (5), em um dia de maior aversão ao risco nos mercados internacionais, segundo a Agência Brasil.
Dólar perto de R$ 5,49
De acordo com a Agência Brasil, o dólar comercial subiu 0,67% e fechou cotado a R$ 5,488. O Poder360 informa R$ 5,489 para o fechamento, enquanto outros veículos, como Money Times e ICL Notícias, citam R$ 5,48. A Rádio Pampa chama o patamar de maior cotação do ano, informação que não aparece no texto completo da Agência Brasil e que não pôde ser confirmada em mais de uma fonte.
A agência relata que a pressão veio principalmente de Wall Street, com fortes perdas de ações ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia. Segundo o texto, as preocupações envolviam investimentos no segmento e possíveis mudanças regulatórias após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Investidores reduziram posições em ativos de risco, como moedas de países emergentes, e buscaram proteção no dólar. O índice DXY, que compara a moeda americana a uma cesta de seis divisas, subia 0,09%, aos 101,560 pontos.
Ibovespa recua
O Ibovespa fechou em baixa de 0,82%, aos 166.191,45 pontos, depois de começar o dia em alta e se aproximar dos 169 mil pontos. A máxima do dia foi de 168.994,33 pontos, e o volume financeiro somou R$ 31,16 bilhões, conforme a Agência Brasil. O índice acompanhou o movimento negativo das bolsas americanas, com pressão sobre empresas de tecnologia, semicondutores e datacenters.
Cenário doméstico
Internamente, o mercado acompanhou a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano. O Copom interrompeu, assim, uma sequência de cinco cortes na taxa básica.
Também esteve no radar a reunião de Lula com ministros, ex-ministros e conselheiros sobre os rumos da economia. Depois do encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, sem anunciar ações específicas. Ele reiterou o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas, mas não detalhou medidas fiscais.
Outro dado acompanhado foi a produção industrial, que caiu 0,8% em setembro na comparação com agosto e 2,5% na comparação anual, segundo a Agência Brasil.