Médico suspeito de abuso sexual em Caaporã tem prisão convertida em preventiva
Profissional foi preso em flagrante após denúncias de pacientes em UBS da zona rural; segundo o ClickPB, ele foi levado ao presídio do Roger. CRM-PB abriu sindicância.

O médico preso em flagrante, suspeito de praticar atos libidinosos contra pacientes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da zona rural de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, teve a prisão convertida em preventiva. A informação consta do título de reportagem do ClickPB, publicada nesta quinta-feira (5), segundo o qual ele foi encaminhado ao presídio do Roger. O texto completo da reportagem não estava disponível para esta matéria.
Como começou a investigação
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou após uma paciente denunciar que teria sido vítima de conduta sexual inadequada durante consulta realizada na manhã de quarta-feira (4). De acordo com o relato, o médico teria usado procedimentos clínicos como justificativa para realizar toques e manipulações íntimas sem finalidade médica, além de fazer perguntas de cunho sexual durante o atendimento.
Após a denúncia, equipes da Polícia Civil foram à unidade de saúde e identificaram outros relatos envolvendo o profissional. Uma segunda paciente também procurou a polícia e relatou situações semelhantes durante um atendimento anterior no mesmo estabelecimento. Funcionários da UBS foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao médico.
Versão do investigado
Em depoimento à polícia, o médico alegou que os contatos tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial. Ele foi preso em flagrante e deveria passar por audiência de custódia. A identidade do profissional não foi divulgada.
Exames e apuração ética
Para auxiliar nas investigações, foram solicitados exames ao Instituto de Polícia Científica (IPC), por meio do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL), além das imagens do sistema de monitoramento interno da unidade de saúde.
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) instaurou sindicância na quarta-feira (4) para apurar se houve infração ao Código de Ética Médica. Segundo o conselho, caso um processo ético-profissional seja aberto, serão garantidos ao médico o direito à ampla defesa e ao contraditório. Poderão ser ouvidos o profissional investigado, as pacientes e testemunhas.
As acusações ainda estão sob investigação, e o médico é considerado suspeito, sem condenação.