PC de SC conclui inquérito e indicia suspeito por latrocínio de mulher estrangulada em Criciúma
Segundo a Polícia Civil, homem preso em setembro confessou ter usado fio de carregador de celular para roubar objetos de Luana Mendes Darella, de 29 anos. O caso, antes investigado como possível feminicídio, foi reclassificado.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte de Luana Mendes Darella, de 29 anos, encontrada estrangulada dentro de casa, no bairro Fábio Silva, em Criciúma, em 16 de agosto. O caso, inicialmente investigado como possível feminicídio, foi enquadrado como latrocínio (roubo seguido de morte).
Segundo a corporação, o suspeito, que já estava preso desde setembro, confessou o crime em interrogatório. Ele foi indiciado por latrocínio e tráfico de drogas.
Versão da polícia
De acordo com a investigação, o homem foi à casa de Luana durante a madrugada para entregar maconha e cocaína que teriam sido encomendadas por ela. Ao entrar na residência, segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, ele percebeu objetos de valor comercial e decidiu roubá-los. Para isso, teria estrangulado a vítima com o fio de um carregador de celular.
No interrogatório, o investigado admitiu o estrangulamento para subtrair os pertences da mulher e também a prática de tráfico de drogas, conforme a corporação. A polícia também apontou o envolvimento dele em outro roubo, no bairro Rio Maina, sem dar detalhes sobre esse caso.
Como o caso foi investigado
O corpo foi encontrado na residência onde Luana morava com os dois filhos, de quatro meses e sete anos. A hipótese de feminicídio foi inicialmente considerada por informações sobre o término recente de um relacionamento da vítima.
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil identificou elementos que apontavam para motivação patrimonial. A hipótese de latrocínio ganhou força após a prisão do suspeito, em 8 de setembro, no bairro Boa Vista, quando policiais encontraram com ele objetos pertencentes à vítima. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstruir o trajeto do suspeito.
Próximas etapas
O inquérito, conduzido pela Delegacia da Mulher e pela Delegacia de Homicídios de Criciúma, foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, com pedido de prisão preventiva. O Ministério Público analisará o material e poderá apresentar denúncia à Justiça.
O indiciamento encerra a investigação policial, mas não equivale a uma condenação criminal. A identidade do suspeito não consta nas informações disponíveis.