Criminalidade Brasil

PF faz operação em Teresópolis para apurar ameaças e ataques racistas contra a deputada Talíria Petrone

Segundo a Polícia Federal, a investigação, iniciada em agosto, apura ameaças de morte, injúria racial, racismo e violência política feitos pela internet contra a parlamentar do PSOL-RJ e familiares.

Por Redação Fofoqueixon ·

Ilustração da editoria Criminalidade Brasil
Ilustração: Fofoqueixon (imagem ilustrativa da editoria, não retrata o fato)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na terça-feira (3), uma operação para investigar ameaças, injúria racial, racismo e violência política contra a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). Segundo a PF, os ataques foram feitos pela internet e também atingiram familiares da parlamentar.

Investigação começou em agosto

De acordo com a PF, a apuração começou em agosto de 2026, depois do recebimento de mensagens eletrônicas com ameaças de morte e ataques racistas e misóginos dirigidos à deputada e à família dela. A investigação também envolve a divulgação não autorizada de dados pessoais da parlamentar. A condução do caso está com a Superintendência da PF no Distrito Federal.

Busca e apreensão em Teresópolis

Na operação, batizada de Mahin, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Teresópolis, no Rio de Janeiro, expedido pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal, segundo o Portal 98 FM Natal. A CBN, por sua vez, menciona o cumprimento de mandados, no plural, no mesmo município.

A PF informou ter identificado um suspeito de enviar as mensagens. Ele já havia sido preso por suspeita de envolvimento em outro crime. As fontes divergem sobre o local da prisão anterior: o Portal 98 FM Natal cita Teresópolis, e a CBN diz que ocorreu no Rio de Janeiro. O nome do suspeito e o outro crime não foram divulgados. As diligências desta terça buscam reunir novas provas, esclarecer as circunstâncias dos ataques e aprofundar a apuração. Por se tratar de suspeito, não há condenação.

Manifestação da deputada

Em nota, Talíria Petrone afirmou que sofre ameaças desde que entrou na vida pública, há dez anos. Ela mencionou um suposto plano de morte articulado por uma milícia do Rio de Janeiro e defendeu uma resposta do Estado aos casos de violência política de gênero. As fontes não detalham se esse plano tem relação com a investigação atual, e a PF não o confirma nas informações divulgadas.

A parlamentar pediu a continuidade das investigações e a identificação e punição dos responsáveis. Segundo ela, a falta de apuração adequada de ameaças e ataques racistas contribui para a repetição desse tipo de violência. Na nota, ela citou ainda o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, em 2018, no Rio, e afirmou que ameaças, racismo e violência política não podem ser tratados como parte da rotina de quem exerce mandato público.

A deputada concluiu defendendo a ampliação da participação feminina na política e medidas para garantir a segurança de mulheres que ocupam cargos públicos.

Fontes

  1. Agência Brasil
  2. Portal 98 FM Natal
  3. CBN

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