Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai em meio à crise do banco Ueno
Presidente paraguaio deixou o cargo nesta quinta (5), após o fechamento do banco digital Ueno e o avanço de um processo de impeachment no Congresso. Vice, Pedro Alliana, deve assumir.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), segundo o g1. A saída acontece depois de uma crise que começou com o fechamento do banco digital Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
Como a crise chegou ao presidente
De acordo com o g1, Peña foi acionista do grupo que controla a instituição financeira. Já a oposição acusa o Banco Central paraguaio de ter encoberto irregularidades. A reportagem também faz referência a uma crise que levou à renúncia do presidente do BC, mas não detalha esse episódio no trecho disponível.
Ainda na quinta, o Congresso paraguaio havia dado os primeiros passos para votar um impeachment contra Peña e seu vice, informa o g1. Em outra chamada, o portal diz que o vice, Pedro Alliana, deve assumir a presidência. A carta de renúncia também foi publicada pelo g1, em uma chamada que traz a frase "Um dos momentos mais difíceis da minha vida".
Outra chamada do portal afirma que o banco que quebrou administrava US$ 850 milhões em dinheiro público. A informação aparece apenas como título, sem detalhamento nas fontes disponíveis.
Quem é Santiago Peña
Peña tem 47 anos e é filiado ao Partido Colorado, de direita, segundo o g1. Ele foi eleito em abril de 2023 e sucedeu Mario Abdo Benítez, do mesmo partido. Na disputa, derrotou Efraín Alegre. O g1 lembra que, na época, acreditava-se que a popularidade do partido do vencedor estaria baixa, por causa de uma economia em desaceleração e de acusações de corrupção.
Aquela foi a segunda vez que ele disputou o cargo: em 2018, perdeu as primárias do Partido Colorado para Abdo Benítez.
Economista com formação nos Estados Unidos, Peña é graduado pela Universidad Católica Nuestra Señora de Asunción e fez pós-graduação na Universidade de Columbia. Trabalhou no Banco Central do Paraguai e, aos 30 anos, foi para o FMI, onde atuou no departamento para a África. Na volta, retornou ao BC paraguaio.
Foi ministro da Fazenda durante o governo de Horácio Cartes, que vai de 2013 a 2018. O g1 situa a passagem dele pelo ministério entre 2015 e 2017. Foi nesse período que se filiou ao Partido Colorado. Depois do fim do governo Cartes, foi trabalhar no banco do antigo chefe.
Na vida pessoal, o g1 conta que Peña foi pai aos 17 anos, ainda na escola. Ele é casado com Leticia Ocampo, com quem teve outro filho.
As fontes não detalham os próximos passos da sucessão nem os desdobramentos do processo de impeachment após a renúncia.